As alterações climáticas já estão a mudar o mundo. Em Portugal teremos de habituar-nos a um clima mais árido, chuva fora de época e ondas de calor prolongadas. Ainda podemos reverter este cenário? Que novas soluções são necessárias?
A temperatura do planeta não pára de subir. Todos os dias, as emissões de gases com efeito de estufa criam na atmosfera uma temperatura equivalente à de 400 mil bombas de Hiroxima.
Com o aquecimento global, o degelo nos pólos Norte e Sul tornou-se inevitável. Os cientistas calculam que, no final do século, o nível médio do mar poderá ter subido até 1,5 metros, alterando a geografia das zonas costeiras.
Grandes tempestades ou períodos de seca extrema podem tornar-se regra. Muitas cidades ficarão sem água e reservas do planeta, como a Amazónia, arriscam perder metade dos animais e plantas.
Em Portugal, os termómetros no Verão deverão marcar, em média, mais cinco graus em 2100. Teremos de habituar-nos a um país mais árido, a ondas de calor mais intensas e prolongadas e a chuva fora de época.
Como podemos travar este cenário? E como é que estas previsões irão mudar a forma como vivemos? Que soluções existem para reduzir o impacto das mudanças climáticas na economia e agricultura?
Para responder a estas e outras perguntas estarão em debate no Fronteiras XXI o físico e perito em alterações climáticas Filipe Duarte Santos, a especialista na redução do impacto de carbono Maria Júlia Seixas, o consultor em políticas dos oceanos e presidente da Fundação Oceano Azul, Tiago Pitta e Cunha e o engenheiro agrónomo e ex-presidente da Liga para a Protecção da Natureza, Eugénio Sequeira.
A moderação é do jornalista da RTP Carlos Daniel. Não perca o próximo Fronteiras XXI, no dia 11 de Abril, às 22h30, na RTP3.
É considerado um dos maiores especialistas nacionais em alterações climáticas, presidindo há um ano ao Conselho Nacional do Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável.
Doutorado em Física Nuclear e licenciado em Geofísica, é professor catedrático jubilado do Departamento de Física da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (UL), da qual já foi director.
Dirigiu o Instituto de Meteorologia de Portugal (1987-1988) e coordenou a criação do primeiro e único "Livro Branco sobre o Estado do Ambiente em Portugal".
Integrou a Comissão Nacional para as Alterações Climáticas, participando em vários projectos nacionais e internacionais, tendo sido investigador coordenador do Projecto SIAM – “Alterações Climáticas em Portugal: Cenários, Impactos e Medidas de Adaptação” ou responsável do projecto PortCoast, do Centro de Geofísica da UL, entre outros.
Foi galardoado com o grau de Grande Oficial da Ordem de Santiago (2005), o Prémio Universidade de Lisboa (2008), o Prémio Quercus (2015) e o prémio “Especial Carreira pela Sustentabilidade” dos Green Project Awards (2017).
Professora e investigadora na área da energia e alterações climáticas, é presidente do Departamento de Ciências e Engenharia do Ambiente, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (UNL), onde também dá aulas.
Formada em Engenharia Ambiental e doutorada em Detecção Remota, coordena a linha Energia & Clima do Centro de Investigação em Ambiente e Sustentabilidade da Nova (CENSE), que estuda a adaptação dos sistemas de energia a futuros cenários de alterações climáticas.
Ao longo da sua carreira tem dirigido diversos estudos de apoio às políticas públicas, como o Programa Nacional de Alterações Climáticas ou o Roteiro Nacional de Baixo Carbono. Em 2004 fundou a E.Value, uma consultora privada sobre economia de carbono e responsabilidade ambiental.
É membro da comissão científica do Programa de Doutoramento em Alterações Climáticas e Políticas de Desenvolvimento Sustentável. Participa nos programas de Doutoramento em “Estudos Globais” e “Ambiente e Sustentabilidade” da UNL.
CEO da Fundação Oceano Azul tem um extenso trabalho na definição de políticas oceânicas e foi conselheiro da Presidência da República para assuntos de Ambiente, Ciência e Mar.
Formado em Direito pela Universidade Católica e Legis Magister em Direito Europeu e Internacional na London School of Economics, foi representante de Portugal e de outros Estados-membros na ONU para os assuntos do mar ou na Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos.
Coordenou a Comissão Estratégica dos Oceanos, criada pelo Governo de Durão Barroso, de onde resultou “O Oceano: um desígnio nacional para o século XXI”. Coordenou a nova Política Marítima Integrada da União Europeia, foi delegado à Assembleia Geral da ONU e Conselheiro na Missão Permanente de Portugal neste organismo.
É autor do ensaio “Portugal e o Mar” da Fundação Francisco Manuel dos Santos e recebeu o Prémio Cidadão Europeu (2016).
Ex-presidente da Liga para a Protecção da Natureza (LPN), a mais antiga associação de defesa do ambiente da Península Ibérica, tem um longo percurso na defesa da agricultura sustentável e na protecção da floresta.
Formado em Engenharia Agronómica pelo Instituto Superior de Agronomia (ISA), foi professor em várias universidades e investigador-coordenador da Estação Agronómica Nacional. É, desde 2000, membro do Conselho Nacional do Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável.
Antigo dirigente da Sociedade Portuguesa da Ciência do Solo, liderou o Grupo de Trabalho Agricultura/Ambiente do Instituto Nacional de Investigação Agrária e fez parte da cordenação do Programa Nacional de Combate à Desertificação.
Presidente Assembleia Municipal de Cascais (1976 a 1979), autarquia onde cumpriu três mandatos como vereador.
É autor de mais de 400 publicações de divulgação e formação e artigos científicos.
Produção individual de electricidade, monopôlio da EDP a não deixar esse mercado evoluir.
Como podemos levar a sério este tema em Portugal, onde um magistrado à bem pouco tempo, perdoou uma multa à Celtejo por uma infracção grave de poluição ambiental, substituindo-a por uma repreensão?
Cara Ana Ribeiro dos Santos, obrigada pelo seu alerta. Pode ver o Fronteiras amanhã em directo a partir das 22h30 na RTP3 ou através deste site, pois o programa será também transmitido aqui em “streaming”.
para já interessa-me . e precisamente porisso venho um tanto perdida da minha ‘pesquisa à RTP3 – onde nada encontro parao dia11 de Abril às 22.30 – que traga alguma info sobre este assunto . .do faco tb vos alerto para reconfirmarem na RTP3 se o programa em questao vai ser mostrado e se sim com que nome
isto tem aver com a minha pratica d nada estar certo na tv seja q canal for
é uma realidade : Interesa-me muito ver .ouvir . . . o q penso é que so por milagre se iria irá mudar . . .mas nada podemos garantir mesmo a morte começa a ser pesquizada . .se acaba ou ficamos sem a morte: um verdadeiro castigo Eterno..
bem hajam
ana rs ( no Fb : aka – ana portugal]