INFOGRAFIA

3.Qual é o futuro da habitação em Portugal?

27 DE ABRIL DE 2022 | 22H00

Terão o turismo e o investimento estrangeiro tido impacto no imobiliário nacional? Porque é que os portugueses querem uma «casa para a vida»? As novas exigências de mobilidade não requerem um mercado de arrendamento robusto?

Reveja aqui o programa

Está cada vez mais caro comprar casa, em Portugal.

Os preços da habitação subiram 6% ao ano, entre 2014 e 2020, segundo o estudo «O mercado imobiliário em Portugal» (FFMS, 2022). Uma escalada que nem a pandemia conseguiu travar, apesar de o PIB ter contraído quase 8% em 2020.

Lisboa e Porto foram os municípios mais afectados, mas contagiaram os concelhos à volta – empurrando os habitantes para fora dos centros das cidades.

A tendência continuada de aumento dos preços das casas levou a que o país fosse sinalizado pela Comissão Europeia como apresentando «sinais de potencial sobreavaliação», no final de 2021.

E sendo 77% da população nacional proprietária, de acordo com dados de 2020 do Eurostat, o alerta europeu levanta uma questão que preocupa os portugueses: estaremos perante uma bolha imobiliária?

O que está na origem da subida dos preços das casas? Terão o turismo e o investimento estrangeiro tido impacto no imobiliário? Porque é que os portugueses querem uma «casa para a vida»? As novas exigências de mobilidade não requerem um mercado de arrendamento robusto? Que papel deve ter o Estado neste sector?

Neste Fronteiras XXI debatemos o futuro da habitação em Portugal. Com o geógrafo especialista em urbanismo Álvaro Domingues, a economista perita em habitação Vera Gouveia Barros, o arquitecto especialista em reabilitação urbana Víctor Reis, e a socióloga perita em habitação Sandra Marques Pereira.

A moderação deste debate esteve a cargo da jornalista da RTP Ana Lourenço.

Reveja o programa aqui no site!

Convidados neste programa

Álvaro Domingues Geógrafo especialista em urbanismo Desde 1999 que dá aulas na Universidade do Porto. É investigador do Centro de Estudos de Arquitectura e Urbanismo da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto. A sua investigaçã...
Sandra Marques Pereira Socióloga perita em habitação É investigadora integrada do DINÂMIA'CET-ISCTE'IUL, onde é membro do grupo de pesquisa Cidades e Territórios. As suas principais áreas de investigação são: os modos de habitar e mode...
Víctor Reis Arquitecto especialista em reabilitação urbana É Consultor Técnico Sénior no Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU), ao qual presidiu entre 2012 e 2017. Esteve envolvido no arranque das operações de reabilitação ...
Vera Gouveia Barros Economista perita em habitação Economista, especialista em habitação e turismo. Foi docente na Universidade da Madeira durante dez anos. Trabalhou como investigadora no ISEG. Escreveu o livro «Turismo em Portugal» (20...

Documentos

Infografia para download: «Quanto custa morar em Portugal» 8 Abr, 2022  |  PDF  |  339.16 KB
Estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos: «O Mercado Imobiliário em Portugal» (2022) 5 Abr, 2022  |  PDF  |  21.91 MB
«Housing Prices» (2020, OCDE) 5 Abr, 2022  |  PDF  |  476.05 KB
«Portuguese Housing Market Survey» (Janeiro 2022) 5 Abr, 2022  |  JPG  |  328.64 KB
«Habitação Própria em Portugal numa Perspetiva Intergeracional» (FCG, 2019) 30 Mar, 2022  |  PDF  |  679.43 KB

SABIA QUE

?
Em 2020, 77% da população portuguesa era proprietária e apenas 23% arrendava casa. Já a média da UE dividia-se em 70% de proprietários e 30% de arrendatários. Eurostat
Em 2021, 40% dos alojamentos arrendados em Portugal tinham um valor de renda mensal entre os 200 e os 399.99 euros. «Censos 2021», INE
Em 2021, o valor mediano das vendas de alojamentos familiares atingiu os 3.427 euros por m² no concelho de Lisboa. «LXhabidata», ISCTE

Notícias XXI

6 perguntas sobre a habitação em Portugal
A habitação tem novas centralidades e novas geografias, mas os preços não baixam

Notícias nos media

  Portugueses esperam quase até aos 40 para comprar casa
  Imobiliário. O que procuram os portugueses na hora de comprar casa?
  Novos contratos de arrendamento aumentaram 20% em Lisboa e Porto