As redes sociais são cada vez mais palco de activismo social e luta de causas, mas também de notícias falsas, de manipulação e campanhas de ódio. Que poder têm o Facebook ou o Twitter? Como podemos proteger-nos de difamação digital? E como vão evoluir estas plataformas no futuro?
Papa Francisco apoia Trump para a liderança dos EUA? Mulher infectou 586 homens com HIV? Grupo de 50 árabes viola mulheres num restaurante na Alemanha? Notícias como estas são totalmente falsas mas foram partilhadas milhares e milhares de vezes nas redes sociais e chegaram a ser até publicadas nos media.
Com quase 2,8 mil milhões de utilizadores em todo o mundo, plataformas digitais como o Facebook ou o Twitter são cada vez mais palco para campanhas de ódio, difamação política e notícias falsas. Vários peritos apontam-nas como uma verdadeira ameaça à democracia e até o Vaticano fez das “fake news” o tema da sua jornada mundial da Comunicação Social.
Ao mesmo tempo, as redes continuam a ser um dos principais meios de denúncia e mobilização social. Portugal não foge à regra como mostram os recentes casos de agressões por seguranças de uma discoteca de Lisboa, onde a partilha de um vídeo fez mais do que as 38 queixas contra o estabelecimento recebidas pelas autoridades, ou o polémico acórdão envolvendo uma vítima de violência doméstica e citações bíblicas.
Que poder têm as redes sociais? E como podemos torna-las mais seguras? Que ameaças traz a justiça popular nas redes? E como podem os utilizadores proteger-se da difamação ou de ver os seus perfis analisados para campanhas publicitárias e políticas?
Para responder a estas e outras perguntas convidamos a cronista e jornalista Clara Ferreira Alves, um dos maiores peritos em media sociais, o publicitário brasileiro Renato de Paula, o especialista em política internacional Bernardo Pires de Lima e o subdirector de informação da RTP para a área multimédia Alexandre Brito. Não perca no dia 13 de Dezembro às 22 horas na RTP3.
Formada em Direito pela Universidade de Coimbra é jornalista, comentadora, colunista e escritora.
Foi editora e redactora principal do semanário "Expresso" onde assina a coluna Pluma Caprichosa e continua a publicar textos com regularidade. Fez também parte das redacções dos jornais "A Tarde", "Correio da Manhã" e do "Jornal de Letras".
Durante quatro anos dirigiu a Casa Fernando Pessoa (2000-2004), onde refundou a revista Tabacaria, e integrou o Conselho Directivo do Centro Cultural de Belém (2010-2013).
É comentadora residente do programa de actualidade política “O Eixo do Mal”, na SIC Notícias, e do programa “O Que Fica do que Passa”, no Canal Q. Foi co-autora dos programas televisivos “Figuras de Estilo”, com Vasco Graça Moura, e “Falatório”, ambos na RTP2, e de “O Caminho Faz-se Caminhando” com Mário Soares, na RTP1. Participou também no programa de televisão “O Senhor que se Segue” na SIC.
Tem publicados livros de contos, colecções de ensaios e crónicas e um romance. É membro do júri do Prémio Pessoa e do German Marshall Fund em Portugal, e é um dos membros do Conselho Geral da Universidade de Coimbra.
Perito em meios digitais é director-executivo da RED Fuse, uma agência de publicidade com sucursais em Nova Iorque, Hong Kong, Bombaim ou Hamburgo, que pertence ao WPP, o maior grupo de publicidade e marketing do mundo.
Desde 2014 que está ligado ao WPP, onde entrou como CEO para a América Latina da agência de meios MEC.
Nascido em São Paulo, no Brasil, mas a viver em Miami, nos EUA, é um dos mais conceituados executivos de publicidade, com uma carreira de quase três décadas nesta área.
Começou na Ogilvy em 1988, esteve na Wundermann e regressou à Olgilvy e à Ogilvy One, ocupando cargos de direcção executiva nas agências de Nova Iorque, São Paulo e de Miami.
Em 2011 uniu-se ao grupo Havas, no México, como CEO da Havas Worldwide Mexico e Havas Life, de onde saiu três anos depois para a MEC.
Especialista em geopolítica e investigador do Instituto Português de Relações Internacionais da Universidade Nova de Lisboa e do Center for Transatlantic Relations da Universidade Johns Hopkins, Washington.
Mestre em Relações Internacionais e licenciado em Ciência Política tem sido consultor para assuntos internacionais de entidades diplomáticas, políticas e empresariais, como a Maintrust Investment Consulting. É também partner na FIRMA – Agência Portuguesa de Negócios, onde lidera a área de Risco Político.
Colunista de política internacional do “Diário de Notícias”, comentador na RTP e Antena 1, marca presença regular nos media nacionais e estrangeiros.
É autor e co-autor numa dezena de livros, entre eles o ensaio "Portugal e o Atlântico", publicado pela FFMS.
Subdirector de informação da RTP, com o pelouro de Multimédia da Informação na rádio e televisão públicas, e criador do Tecnet, um programa semanal sobre novidades da tecnologia e da internet.
É mestre em Jornalismo pela Universidade do Minho e tem um master em Jornalismo Televisivo pela Universidade de Boston. Estagiou na CNN London e, de regresso a Portugal, foi editor do primeiro projecto informativo do cabo, o Canal de Notícias de Lisboa, que viria dar origem à SIC Notícias, onde foi jornalista. tendo ainda estado envolvido no lançamento do projecto SIC Online.
Ingressou na RTP em 2002 como coordenador da área digital e pivô do bloco informativo da noite. Na estação foi responsável pelo boletim de notícias nacional “Hoje”, coordenador de informação da RTPN e do Telejornal e editor-executivo.
Foi professor universitário de Jornalismo Televisivo e Online.
Bill Gates disse há uns anos que a internet era uma brincadeira de miúdos, falhou brutalmente!